ROSEMBERG CARIRY

ROSEMBERG CARIRY

O cineasta e poeta cearense é um dos homenageados desta sexta edição do FAIA – Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual. A homenagem lhe está sendo conferida em reconhecimento a sua ativa e corajosa participação nas lutas em defesa do audiovisual brasileiro, de nossas identidades e diversidades culturais e pela democratização do acesso da população brasileira aos bens culturais, em especial, os produzidos pelo setor audiovisual. 

Conheça mais um pouco da biografia de Rosemberg Cariry.

Filósofo de formação, cineasta por vocação, Antônio Rosemberg de Moura, de nome artístico Rosemberg Cariry. Começou sua carreira cinematográfica em 1975Em 1986, realizou seu primeiro filme de longa metragem (documentário), O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, episódio de resistência camponesa que ocorreu em 1936 e que terminou tragicamente com a intervenção armada do governo e com milhares de camponeses mortos. O filme foi premiado nacionalmente e recebeu convite para participar de festivais em Portugal e Cuba.

Em 1993, quando a produção de cinema no Brasil havia entrado em completo colapso, ele filmou, ainda como cineasta independente, seu segundo longa-metragem (ficção) A Saga do Guerreiro Alumioso.  Esse filme foi finalizado com apoio da Cinequanon de Lisboa e do Instituto Português de Arte Cinematográfica (IPACA). A ação se desenrola em uma cidade imaginária dos sertões. O filme ganhou o prêmio de «Melhor Filme do Júri Popular», o prêmio de «Melhor Ator» e de «Melhor Ator Coadjuvante», no XXVI Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 1993. A Saga do Guerreiro Alumioso marcou, de alguma forma, junto com três outros filmes que foram produzidos na época, o movimento de resistência do cinema brasileiro. Esse filme foi selecionado para representar o Brasil no Festival dos Três Continentes, de Nantes (França) e participou de muitos outros festivais internacionais: Portugal, Itália, Bélgica, Turquia, Índia, África do Sul, Colômbia, Cuba, Canadá, Estados Unidos da América, Uruguai, Espanha, entre outros.

Em 1995, Rosemberg Cariry obteve o Prêmio da Retomada do Cinema Brasileiro, em concurso realizado pelo Ministério da Cultura e pôde começar a produção do seu terceiro filme de longa metragem, ficção, que se chamou Corisco e Dadá.

Corisco e Dadá, um dos filmes do chamado « Renascimento do Cinema Brasileiro », foi bem recebido pela crítica, teve lançamento comercial em muitas cidades brasileiras e obteve inúmeros prêmios no Brasil e no exterior, notadamente o Prêmio do Grande Coral (3º prêmio) em Havana (Cuba) e o Prêmio Cittá Del Vasto (Adventure Film Festival), na Itália. Entre os muitos festivais internacionais de que participou, destacam-se: Toronto, Trieste, Toulouse, Nantes, Palm Springs, New Delhi, Chicago e Ankara.

A partir de 1999, Rosemberg Cariry realizou alguns filmes: A TV e o Ser-Tao, Pedro Oliveira – O Cego que viu o Mar (curta-metragem – Prêmio GNT de Renovação de Linguagem) e um filme documentário de longa metragem chamado Juazeiro – A Nova Jerusalém. Nos anos de 2000 e 2001, idealizou e foi curador, em Fortaleza, do projeto Natal da Gente, grande encontro das manifestações artísticas populares do ciclo natalino de todo o Nordeste. Em 2001, produziu e dirigiu um filme ficção de longa metragem chamado Lua Cambará – Nas Escadarias do Palácio, finalizado em 2002. Ainda em 2002, iniciou as filmagens do longa-metragem Cine Tapuia, concluído em 2006. No ano de 2007, concluiu o documentário de longa-metragem Patativa do Assaré – Ave Poesia, sobre a vida e a obra do grand e poeta popular brasileiro. Em 2008 concluiu o ficção Siri-Ará, seu oitavo de filme de longa-metragem.

Em 2009, foi eleito presidente do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema para o biênio 2009-2010. Em 2010 filmou Folia de Reis (Figural Farsesco e Popular) – ficção,  seu nono longa-metragem. Participa atualmente do CSC – Conselho Superior de Cinema e dedica especial atenção à organização de dois livros sobre a história do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema.

Filmografia

  • 1986 – Caldeirão Da Santa Cruz Do Deserto
  • 1993 – A Saga do Guerreiro Alumioso
  • 1996 – Corisco & Dadá
  • 1999 – A TV e o ser-Tao
  • 1999 – Pedro Oliveira, o Cego que Viu o Mar
  • 2001 – Juazeiro, a Nova Jerusalém
  • 2003 – Lua Cambará, Nas Escadarias do Palácio
  • 2006 – Cine Tapuia
  • 2007 – Patativa do Assaré – Ave ou poesia
  • 2008 – Siri-Ará


Associação de Difusão Cultura de Atibaia & Difusão Cineclube
30 anos em defesa da arte e da cultura brasileira
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